Maternidade fica pronta em novembro
Marcos Zanatta
De Maringá
Intenção da prefeitura de Maringá
é manter estabelecimento junto
com o HU e a iniciativa privada
Até o final de novembro, a maternidade do Hospital Metropolitano de Maringá começa a atender pacientes da rede pública. A previsão é do prefeito Jairo Gianoto (PSDB), que na semana passada entregou no Ministério da Saúde um projeto para equipar a maternidade. Os equipamentos estão orçados em R$ 1,2 milhão.
Gianoto acredita na aprovação do projeto nos próximos dois meses. Vamos correr agora atrás de parcerias para adotar uma gestão mista, disse ele à Folha. A intenção é tocar a maternidade junto com o Hospital Universitário e a iniciativa privada.
A maternidade tem 67 leitos e vai acabar com o problema de atendimento a gestantes da rede pública. Atualmente, cerca de 40% das crianças de Maringá nascem em municípios vizinhos, a maior parte no Hospital São José, de Paiçandu (10 km a leste de Maringá). Segundo Gianoto, a intenção é estar com todos os leitos disponíveis até janeiro.
São 27 leitos para internações, 20 para obstetrícia, 17 pediátricos e três berços neonatal. Apenas a maternidade, que tem 6 mil metros quadrados de área, está exigindo um investimento de R$ 6,25 milhões.
O valor do metro quadrado, em torno de R$ 1,2 mil, levou várias entidades e políticos a contestarem o alto custo em relação a outras obras. A prefeitura se defende alegando que a construção de um hospital tem características diferentes, pois exige grande quantidade de dutos e canos de gases nas paredes e também pela necessidade de sistemas especiais de renovação de ar.
O Conselho Municipal de Saúde denunciou também que a prefeitura desviou R$ 1 milhão do Fundo Municipal de Saúde para a contrapartida da obra. Uma auditoria do Ministério da Saúde esteve na cidade e constatou a irregularidade, mas a obra não foi parada.
O projeto de construção de um hospital público em Maringá começou há quase 10 anos. O município chegou a comprar um terreno, mas no início do ano passado, com a aprovação de recursos para o projeto, foi escolhida outra área, mais próxima à cidade.
A prefeitura fez um acordo com a Caixa Econômica Federal, que em setembro de 1997 cedeu um terreno de 49 mil metros quadrados na zona sul em troca do abatimento de dívidas com o município. O local vai ainda abrigar um hospital completo, promete o prefeito.
A segunda fase, com projeto de 5,6 mil metros quadrados, será a construção de um pronto-socorro com cerca de 60 leitos. A prefeitura vai tentar conseguir uma parte dos R$ 20 milhões previstos para construção de unidades de saúde no Paraná. Atualmente, observa Gianoto, o HU é o único hospital público de Maringá, que atende pacientes de pelo menos uma centena de municípios da região. Queremos que a saúde pública de Maringá se torne referência como acontece na iniciativa privada, disse o prefeito. Além disso, o HU já trabalha com capacidade máxima.





