Maternidade é proibida de atender pelo SUS
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terça-feira, 21 de setembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Juiz de Fora, MG, 22 (AE) - A Maternidade Theresinha de Jesus, em Juiz de Fora (MG), uma das maiores da Zona da Mata e responsável por uma média de 300 partos por mês, foi proibida de realizar procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A suspensão do credenciamento da maternidade, por meio do cancelamento de novas Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) foi definida pela Secretaria de Saúde da prefeitura de Juiz de Fora.
Auditoria realizada na materindade no primeiro semestre, segundo o secretário Celso Matias, constatou uma série de irregularidades, como falta de um pediatras de plantão e de equipamentos básicos, ausência de alvará sanitário e problemas contábeis. A Polícia Civil de Juiz de Fora tem quatro inquéritos sobre o hospital, abertos após denúncias de pais de recém-nascidos - em 1998, duas crianças morreram e outras duas apresentaram anomalias.
A direção da maternidade comprometeu-se, em julho, a sanar as deficiências em dois meses, mas não o fez. "O hospital não poderá fazer partos pelo SUS nos próximos três meses ou até que promova as mudanças exigidas", disse Matias. Enquanto isso, os pacientes devem procurar outros duas maternidades da cidade.


