Preocupados com os baixos índices de aleitamento materno e interessados em descobrir meios de melhorar esses números, os profissionais da Maternidade Municipal Lucília Ballalai decidiram investigar tanto as mães quanto os recém-nascidos. Num levantamento feito entre 1.966 mães atendidas na instituição entre fevereiro e julho deste ano, identificaram 688 casos de risco de desmame precoce, ou seja, antes do sexto mês de vida dos bebês. Um sistema de informação foi desenvolvido e essas informações são repassadas às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) assim que a mãe recebe alta para que o acompanhamento seja imediato.
Entre as mães com risco de abandonarem o aleitamento exclusivo, o estudo demonstrou que em 43% dos casos elas tinham menos de 19 anos. Outros 22% das mulheres poderiam desistir da amamentação por problema de fissura mamilar e 15% corriam risco de desistência por causa da baixa produção de leite.
A pesquisa indicou ainda que 22% dos recém-nascidos corriam risco de desmame precoce. Desse total, 47% dos bebês nasceram com baixo peso, 24% apresentavam grande peso e 22% demonstraram ter dificuldades em pegar corretamente o bico dos seios.
A coordenadora do Calma explica que as mães não podem ser culpadas pelo desmame precoce, mas que esse problema decorre de problemas que não dependem somente das mulheres. ''É preciso a implantação de políticas públicas que possibilitem às mães terem sucesso no aleitamento'', concluiu.(L.A.)

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