Maternidade acusada de morte de paciente tem atendimento suspenso
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segunda-feira, 06 de dezembro de 1999
Por Evaldo Magalhães 
Belo Horizonte, 06 (AE) - A Secretaria de Saúde de Belo Horizonte suspendeu hoje, pela segunda vez no ano, o convênio entre o SUS e a Maternidade Ernesto Gazzoli, região de Noroeste da cidade, cujos médicos são acusados de responsabilidade na morte de uma paciente. Segundo o secretário Marílio Malaguth, a maternidade, que já ficara fechada por 37 dias em razão de uma série de irregularidades, não poderá funcionar, pelo menos, "até que seja esclarecida totalmente" a morte de Leda Pereira dos Santos, de 30 anos. Ela sofreu uma cesariana no hospital no dia 8 de novembro.
Uma semana depois, foi vítima de infecção generalizada. Laudo de médicos que participaram de uma sindicância da secretaria, na Ernesto Gazzoli, apontou "restos de placenta" no útero da paciente, o que teria causado a infecção.
"Temos evidências muito fortes de que houve erro médico
falhas de diagnóstico e deficiências de atendimento na maternidade", disse Malaguth. "O relatório dessa sindicância será encaminhado ao Conselho Regional de Medicina e ao Ministério Público, se for solicitado", completou. Os diretores do hospital e o médico que fez o parto de Leda, Godofredo Santiago, negam as acusações. A família da paciente anunciou que vai processar a materindade.


