Antes mesmo de o governo tornar o ensino pré-escolar obrigatório, a rede municipal de ensino de Nova Olímpia já se estruturava para oferecer escola às crianças de três a cinco anos. Criada há quatro anos, a escola Branca de Neve pré-alfabetiza quase 400 crianças.
O maternal, que na maioria das cidades ainda é oferecido apenas por escolas particulares, em Nova Olímpia é público e obrigatório. Os pais têm que mandar os filhos para a escola quando completam três anos. Grande parte das crianças já é matriculada assim que chega à creche. Quando os pais não matriculam ou não mandam as crianças para a escola, os professores vão atrás até fazê-los mudar de idéia.
‘‘Nós batemos muito nessa tecla’’, diz a diretora da escola, ELisa Pessanha. Segundo ela, quanto mais cedo começam a frequentar a escola melhor o desempenho dos alunos no primário. ‘‘O pré-escolar foi fundamental para reduzir os indíces de repetência e evasão nas turmas de 1ª a 4ª série’’.
A criança chega ao primeiro ano já socializada e integrada ao meio escolar. Também já desenvolveu sua coordenação motora e já sabe ler e escrever. São tantos alunos que já começa a faltar espaço na escola e na creche onde funciona o pré-escolar.
Da pré-escola ao supletivo, Nova Olímpia tem apenas 45 professores. A dedicação deles, e também dos funcionários do Departamento de Educação e das entidades assistenciais, é apontada como o segredo do sucesso do projeto. Os professores tratam cada aluno como se fosse mais um filho. ‘‘Os recursos investidos pela prefeitura também foram fundamentais. Sem dinheiro não teríamos conseguido muita coisa’’, diz Rosângela Magrinelli.

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