São Paulo, 4 (AE) - O setor de Material de Transporte ficou aquém das expectativas da Fiesp para o mês de agosto. Embora o Indicador de Nível de Atividade (INA) tenha ficado positivo em 1,9% no período em relação a julho, esperava-se uma variação maior, de 3,4%.
No acumulado de janeiro a outubro (estimativa) deste ano aponta uma queda de 15,7% na comparação de igual período de 98. Segundo a diretora-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, da Fiesp, Clarice Seibel, o resultado abaixo de esperado se deve à retração da indústria automobilística, que apresentou crescimento do nível médio da capacidade ociosa de janeiro a agosto de 99 de aproximadamente 35%.
As vendas reais do setor, apesar de registrarem alta de 9,6% em agosto sobre julho, mostra queda de 21,6% na comparação com agosto do ano passado. De acordo com Clarice, as expectativa para o setor nos pr óximos meses não são boas, principalmente pelo fim do acordo auto motivo que projeta reajustes de 12% a 16% nos preços dos veículos. Como consequência disso, explica ela, a previsão para os próximos meses é de queda nas vendas, com reflexos negativos tanto na produção quanto nas contratações.
Perspectivas mais positivas estão voltadas para os setores mobiliários e de minerais não-metálicos, impulsionados pelos segmentos da construção civil. Em agosto, o INA registrou alta de 1,6% no setor mobiliário sobre julho e projeta para setembro crescimento de 2,3% e de 3,5% em outubro, o que resultaria em saldo positivo de 1,8% no ano até outubro. As vendas reais deste setor também tiveram alta significativa, de 11% em agosto sobre julho. Outro dado importante para o setor mobiliário foi o aumento do número de pessoal ocupado (1,7%) em agosto após cinco meses de variação negativa. No setor de minerais não-metálicos (cerâmica, vidro e cimento) o INA de agosto registrou alta de 1,8% sobre julho, as perspectivas para setembro e outubro são de manutenção de crescimento de 0,9% e 1,1%, respectivamente.
O segmento também apresentou aumento de vendas reais de 7,2% em agosto sobre julho e, no acumulado do ano, as vendas de setores são positivas em 6,1%. Os sinais positivos para esse setor estão sendo impulsionados pelo aumento de reformas.

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