Material colhido em cordão é incompatível
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terça-feira, 16 de outubro de 2012
Silvana Leão <br>Reportagem Local 
Recentemente, um outro caso de coleta de células-tronco também chamou a atenção em Maringá. Em julho, durante o parto de Gabriela, filha do casal Adriane e Douglas da Silva Santana, foi colhido material do cordão umbilical para que, caso necessário, seu irmão Felipe, que também está fazendo tratamento de leucemia, tivesse uma chance de transplante. A coleta foi feita no Hospital Paraná.
Segundo o hematologista Adelson Alves, diretor médico da CordCell, os testes demonstraram, porém, que não há a compatibilidade mínima necessária. ''Infelizmente para o Felipe não será possível usar esse material, caso ele não responda ao tratamento quimioterápico, mas as células continuarão armazenadas e poderão futuramente ser usadas pela Gabriela ou outro parente'', explicou Alves.
A onco-hematologista infantil Alessandra Cristina de Oliveira Borges, médica responsável pelo tratamento de Felipe, informou que as chances de compatibilidade entre as células-tronco dos irmãos eram de 25%, mas, defendeu ela, tratava-se de uma tentativa que tinha que ser feita. ''Infelizmente não deu, mas precisávamos aproveitar a oportunidade, até porque, se necessário, encontrar um doador compatível fora da família é muito mais difícil.''
A médica informou que Felipe, de 1 ano e 11 meses, está respondendo bem ao tratamento quimioterápico e no momento não há previsão de que haja necessidade de transplante. Segundo Alessandra, desde julho, quando recebeu alta após passar 25 dias hospitalizado, o garoto permanece em tratamento em casa.(Colaborou Érika Gonçalves)


