Matemática é a pedra no sapato dos estudantes
Curitiba - O ensino de matemática segue sendo a pedra no sapato dos estudantes de escolas públicas de todo o Brasil, e no Paraná não é diferente. Verifica-se no estudo do Todos pela Educação que o índice de alunos com aprendizagem adequada até 2009 nesta disciplina caiu de 45,8% no 5º ano do Ensino Fundamental para apenas 18,1% no 9º ano do Ensino Fundamental em 2009 no Estado. Enquanto 84,5% dos municípios do Paraná tiveram um bom desempenho em matemática naquela faixa etária, ao terminar o Ensino Fundamental, este índice caiu para apenas 27,1%.
No caso do Brasil, o ensino de língua portuguesa no 5º ano do Ensino Fundamental ficou em 34,2%, caindo para 26,2% no 9º ano, e fechando a 3 série do Ensino Médio com 28,9%. Em relação à matemática, o índice é bem pior. Nos anos iniciais, a variação de aprendizagem adequada da disciplina ficou em 32,5%, mas despencou para 14,7% no 9º ano do Ensino Fundamental, e terminou a 3. série do Ensino Médio com um índice de apenas 11%.
Segundo Andrea Bergamaschi, coordenadora geral da entidade, é necessário investir na qualidade do ensino das disciplinas. Para ela somente assim a disparidade entre o que o aluno aprendeu do 5º ano até o 9º ano do Ensino Fundamental e, posteriormente, à 3 série do Ensino Médio, vai diminuir.
''É um absurdo apenas 11% dos jovens saírem do Ensino Médio realmente aprendendo o que é matemática, e 28,9% entendendo a língua portuguesa. Garantir a presença dos jovens na escola é uma coisa, agora qualidade no ensino é outro desafio. Tivemos evoluções, mas precisamos estar atentos para não retroceder na educação'', avaliou. ''Todos sabem, especificamente no caso de Matemática, que, se um aluno não aprende no início, dificilmente ele recupera alguma informação perdida nos anos seguintes. É degrau por degrau e isto tem que ser revisto. O estudante acaba passando de ano, entretanto não entende realmente aquilo que lhe é ensinado'', completou.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Educação de Londrina para comentar o estudo, mas não obteve resposta.(R.C.J.)





