Matemática assassinada em farol; seguradoras querem aumentar preços dos seguros no Rio
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segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Andreia Maia 
Rio, 10 (AE) - A matemática Rosângela Ribeiro de Carvalho Leonardo, de 38 anos, foi assassinada, hoje pela manhã, com três tiros na cabeça minutos depois de deixar os dois filhos menores na escola, em Campo Grande, na zona oeste. Segundo testemunhas, Rosângela, que dirigia um Fiat Uno azul, foi seguida por dois ocupantes de uma moto Honda 125, que atiraram à queima-roupa. Os criminosos fugiram.
Para o delegado da Divisão de Roubos e Furtos de Veículos (DRF), Rafik Lousada, Rosângela não foi vítima de um tentativa de assalto, pois o crime ocorreu num horário e avenida de grande movimentação. "Esse crime tem características de execução", afirmou o delegado. "Os criminosos seguiram a vítima até matá-la", disse.
De acordo com estatísticas da Polícia Civil, 5. 400 veículos são roubados ou furtados por dia na cidade do Rio de Janeiro, o que totaliza um pagamento de R$ 22 milhões em indenizações pelas seguradoras. A partir de setembro, as corretoras e seguradoras devem anunciar um aumento de cerca de 30% no valor dos seguros. Caso contrário, elas estudam a criação de uma franquia para carros roubados.
Revoltados com a violência, parentes e amigos disseram à polícia que a Rosângela não tinha inimigos. Ela era casada com um médico socorrista do Grupo Paramédico Anjos do Asfalto da Via Dutra e cursava o quarto período de fonoaudiologia. A polícia ainda não identificou os dois criminosos.


