Inaugurado três vezes nos últimos dois anos, o prédio onde seria uma unidade do Cefet, em Maringá, continua abandonado e não há previsão para o início das aulas, muito menos para o período de matrícula. Com 9,3 mil metros quadrados de área construída, o prédio custou ao governo federal, R$ 1,7 milhão. Apesar do alto investimento na construção, faltam recursos para a compra de equipamentos de laboratório, carteiras e armários.
Localizado na região sul da cidade, o prédio está cercado por mato, muito diferente da semana de aniversário da cidade, em maio do ano passado, quando o governador, Jaime Lerner participou da terceira solenidade de inauguração do prédio. Na época, Lerner disse que o governo do Estado estaria assumindo a responsabilidade de implantação dos cursos de estilismo e eletroeletrônica, já que o governo federal está impossibilitado de abrir novas unidades do Cefet no país. Sem a participação do governo federal, o Estado e o Município firmaram uma parceria com o objetivo de aproveitar o prédio construído para oferecer os cursos profissionalizantes.
A parceria possibilitou um estudo para avaliar o interesse da comunidade sobre os cursos que deveriam ser oferecidos na instituição. Ficou determinado que serão os cursos de estilismo e eletroeletrônica. Apesar de tudo quase pronto, o governo do Estado não define o início das aulas porque não tem recursos para a compra de equipamentos. De acordo com Madalena Mello, responsável pelo setor de estrutura e funcionamento do Núcleo de Ensino de Maringá, a implantação dos cursos já foram aprovados, mas faltam móveis e equipamentos de laboratório para aulas de eletroeletrônica. Ela garantiu que não há preocupação para que as aulas dos cursos profissionalizantes pós médio - como serão os de estilismo e eletroeletrônica - iniciem junto com o período letivo do ensino regular.

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