Matadores de portugueses podem pegar pena máxima
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2002
Agência Estado 
Fortaleza - Os advogados dos acusados de terem assassinado os seis empresários portugueses em Fortaleza, em agosto do ano passado, apresentarão amanhã a defesa prévia de seus clientes. O promotor Teodoro Silva Santos entregou as alegações finais, pedindo pena máxima de 216 anos para cada um dos cinco envolvidos. Os réus não irão a júri popular e a sentença deverá ser dada pela juíza da 4ª Vara Criminal, Rosilene Facundo, na próxima semana.
O crime aconteceu em agosto do ano passado. Os portugueses Joaquim da Costa, Manoel Barros, Joaquim Martins, Joaquim Mendes, Antônio Rodrigues e Vítor Martins foram atraídos no aeroporto por Luis Miguel Militão Guerreiro, que também é português, à barraca Vela Latina, na Praia do Futuro, em Fortaleza.
Na barraca, de acordo com investigações da Polícia Federal, os empresários foram obrigados a entregar dinheiro e cartões de crédito. Depois, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML), as vítimas foram agredidas a pauladas, pedradas e tiros e, em seguida, enterradas ainda vivas na cozinha da barraca pelo cunhado de Guerreiro, Manoel Cavalcante, e os seguranças Raimundo Martins Filho, Leonardo dos Santos e José Jurandir Ferreira.
Todos os acusados encontram-se presos na carceragem da Polícia Federal, em Fortaleza, onde devem permanecer até o julgamento. Apenas Guerreiro confessou participação no crime.


