Presidente Epitácio, SP, 07 (AE) - Cerca de 120 famílias ligadas ao Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) voltaram a invadir terça-feira a fazenda São Francisco, em Caiuá, interior de São Paulo, para forçar sua desapropriação para fins de reforma agrária. Os invasores estavam acampados ao lado da área desde o dia 24 de fevereiro, quando deixaram a propriedade em cumprimento a mandado de reintegração de posse.
Esta foi a terceira invasão daquela fazenda pelo mesmo grupo. Recentemente o dono da propriedade, Mário Pantalena, acusou os sem-terra de terem destruído mais de 40 quilômetros de cercas divisórias e internas da propriedade.
De acordo com o presidente do Mast, Lino de Macedo, a nova invasão da fazenda São Francisco foi a forma encontrada pelos sem-terra para forçar o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a vistoriar a área, visando sua desapropriação. Macedo explicou que na última invasão o Incra já havia prometido realizar a vistoria, mas até agora não executou o trabalho.
Reintegração - Cerca de 50 homens da Polícia Militar, da 1ª Companhia, de Presidente Venceslau, darão cumprimento amanhã ao mandado de reintegração de posse da fazenda São Camilo, naquele município. Segundo Macedo, a área foi invadida no dia 26 de março por 50 famílias ligadas ao Mast, que agora ameaçam resistir à ordem judicial até que o Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) se manifeste sobre a possibilidade de reivindicar a área para fins de reforma agrária.
O comandante da PM em Venceslau, Major Élio Aparecido Costa, confirmou o cumprimento do mandado judicial e o deslocamento para a fazenda São Camilo de policiais ligados à força tática, polícia feminina e uma ambulância. Apesar disso ele não acredita em confronto. "Se eles reagirem retiro a tropa e elaboro um boletim de ocorrência por desacato a ordem judicial", informou.

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