Centenário do Sul Cerca de 150 famílias integrantes do Movimento dos Agricultores Sem Terra (Mast) estão acampadas desde sábado em uma fazenda de cana-de-açúcar de Centenário do Sul (91 km ao norte de Londrina). A área tem 394 alqueires e, segundo o comandante da Polícia Militar (PM) da cidade, subtenente Euler Reis Mangue, é considerada propriedade produtiva pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
Ainda de acordo com o policial, o pedido de reintegração de posse saiu no dia seguinte ao da invasão a qual, afirmou, aconteceu de forma pacífica. ''Não destruíram nada da lavoura de cana, apenas montaram as barracas'', informou.
Apesar do pedido de reintegração expedido, até ontem à noite não havia uma previsão da PM de quando a área seria desocupada. Conforme o subtenente, isso depende de reforço do efetivo policial. ''O que já foi solicitado à Secretaria Estadual de Segurança Pública; agora é esperar'', comentou.
Por meio de sua assessoria, contudo, o secretário Luiz Fernando Delazari informou não ter sido notificado sobre a ordem de reintegração. Quando isso acontecer, acrescentou, o ofício será encaminhado à elaboração de um plano de reintegração de posse para outras propriedades do Paraná.
A Folha tentou contato com o líder do Mast em Centenário do Sul, conhecido como Carmélio, mas foi informada de que ele só retorna de viagem neste final de semana.
Em Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio), cerca de 150 famílias do MST invadiram a fazenda Nomura. A fazenda, segundo informações da Polícia Militar, é propriedade de Taíso Abe, que estaria com a família no Japão. A PM informou que a ocupação foi pacífica. Ontem, a reportagem da Folha não conseguiu contato com a coordenação regional do MST.(Colaborou Chiara Papali)

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