A es­co­la mu­ni­ci­pal Tas­so da Sil­vei­ra, em Rea­len­go, na Zo­na Oes­te do Rio de Ja­nei­ro, foi pal­co na úl­ti­ma quin­ta-fei­ra do cri­me ­mais bru­tal num co­lé­gio do ­País. Por vol­ta de 8h15, Wel­ling­ton Me­ne­zes de Oli­vei­ra, de 23 ­anos, dis­pa­rou de­ze­nas de ve­zes con­tra es­tu­dan­tes em ­duas sa­las de au­la. Dez me­ni­nas e ­dois me­ni­nos, en­tre 12 e 15 ­anos, mor­re­ram. Do­ze fi­ca­ram fe­ri­dos.
  Aler­ta­do por ­duas me­ni­nas que, mes­mo fe­ri­das, con­se­gui­ram fu­gir da es­co­la, o sar­gen­to da PM Már­cio Al­ves tro­cou ti­ros com Wel­ling­ton no cor­re­dor do pri­mei­ro an­dar. O ati­ra­dor foi atin­gi­do na per­na, ­caiu na es­ca­da e, se­gun­do Al­ves, se ma­tou com um ti­ro na
ca­be­ça.
  Wel­ling­ton che­gou à es­co­la por vol­ta de 8h15 e se iden­ti­fi­cou co­mo ex-alu­no in­te­res­sa­do em bus­car seu his­tó­ri­co es­co­lar. Es­ta­va bem-ves­ti­do, de ca­mi­sa ver­de, cal­ça e sa­pa­tos pre­tos, com uma mo­chi­la nas cos­tas. Su­biu di­re­to pa­ra a sa­la de lei­tu­ra, no pri­mei­ro an­dar.
  Mi­nu­tos de­pois co­me­çou o ata­que. Wel­ling­ton ­saiu da sa­la, lar­gou a mo­chi­la, co­lo­cou o cin­tu­rão com car­re­ga­do­res, en­trou na sa­la em fren­te, e anun­ciou: ‘‘Vim fa­zer a ­palestra’’. Em se­gui­da, co­me­çou a ati­rar com um re­vól­ver 38 mi­ran­do na ca­be­ça das crian­ças sen­ta­das nas pri­mei­ras fi­las.


● Sem pre­ce­den­tes no Bra­sil, ata­que em sé­rie cho­cou o ­País e po­lí­cia in­ves­ti­ga ori­gem das ar­mas e mo­ti­va­ção do cri­me


● Ex-colegas de escola recordaram que ele era vítima de bullying e desdenhado pelas meninas do grupo

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