Martus: compromisso não resolve problema de curto prazo
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
por Sílvia Faria 
Brasília, 05 (AE) - O ministro do Planejamento, Martus Tavares, disse que, apesar do compromisso das lideranças dos partidos aliados com a aprovação de medidas importantes para o ajuste fiscal estrutural, elas não resolvem o problema fiscal de curto prazo, resultante da decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a contribuição previdenciária dos servidores inativos e aumentar a dos ativos.
Segundo ele, será necessário aumentar receitas e cortar despesas para compensar a frustração de receitas de R$ 2,38 bilhões. "O compromisso dos líderes é muito importante, mas não é para o curto prazo. Por isso, vamos ter cortes nas despesas e aumento nas receitas da União", afirmou Tavares. Ele adiantou que a área social será preservada dos cortes em estudo.
O ministro informou que os líderes dos partidos aliados, presentes à reunião de ontem no Palácio do Planalto, assumiram compromisso com o esforço para aprovação das leis de responsabilidade fiscal, a que flexibiliza o sigilo fiscal, a que acaba com os juízes classistas, e as emendas constitucionais dos precatórios e da desvinculação das receitas com o Fundo de Estabilização Fiscal.


