Martina se tornou uma "estrela", diz mãe
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sexta-feira, 21 de agosto de 2020
Vitor Struck - Grupo Folha 
A bebê Martina Casanova Garlet, de nove meses, não resistiu ao transplante de coração a que foi submetida, na manhã desta quinta-feira (20), e morreu durante a noite. Nesta sexta-feira, a FOLHA repercutiu a expectativa dos pais, a advogada Helen Casanova Garlet, 30, e o vendedor Sigmar Garlet, 32, de terem encontrado um doador compatível. Porém, uma história que apontava para um final feliz foi encerrada de forma triste após o fechamento da edição.
Em nota, a assessoria de comunicação do Hospital Infantil Sagrada Família informou que o óbito ocorreu devido à falência do transplante nas primeiras horas do pós-operatório, na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital. A equipe médica de cirurgiões cardíacos, intensivistas e pediatras que acompanhavam o caso relataram que a criança apresentava boa evolução, no entanto, esta morte súbita pode acontecer em cardiopatias graves, como era o seu caso clinico.
Nas redes sociais, os pais da criança lamentaram a perda e disseram que a filha agora é uma "estrela". Martina entrou para a fila de transplantes cardíacos no dia 5 de junho e, por conta de um diagnóstico que também não apresentava opções de tratamento, foi tratada como um caso prioritário. De acordo com a mãe, a criança passou a se afogar constantemente, a não abrir os olhos mesmo estando acordada e a chorar inconsolavelmente. Até brincar e ser surpreendida com caretas e outras estripulias feitas pelos adultos para arrancarem sorrisos deixaram de ser indicados uma vez que poderiam lhe ocasionar falta de ar nos pequenos pulmões.
A filha foi tão aguardada pela família, moradora de Francisco Beltrão, que seu próprio nome era o resultado de uma promessa feita pelo pai à médica que acompanhou o casal em sua terceira tentativa de engravidar. “Eu disse que escolheria o nome dela se desse tudo certo”, contou o pai em entrevista à FOLHA, antes da morte da bebê.


