Marta busca cabos eleitorais entre empresárias e socialites
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quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por Mariana Caetano 
São Paulo, 02 (AE) - Em busca de cabos eleitorais nos bairros mais nobres de São Paulo, a pré-candidata do PT à Prefeitura, Marta Suplicy, reuniu empresárias, profissionais liberais e socialites quarta-feira em sua casa, no Jardim Europa. Numa conversa informal regada a champanhe e exclusiva para mulheres, Marta apresentou algumas das prioridades de seu programa de governo e ouviu sugestões. Ela quer montar grupos de trabalho para desenvolver os temas discutidos e preparar propostas, mas deixou claro que precisa delas para defender sua candidatura no eleitorado em que o PT tem menos sucesso: nas classes A e B.
"Podem deixar que na periferia eu chego; preciso de vocês aqui", disse Marta. "No bairro onde moro, por exemplo, tive só 10% dos votos na última eleição." "Por muito tempo se falou que mulher não votava em mulher, mas isso mudou", disse a promotora Luiza Eluf, depois da apresentação de Marta. "Não fizemos aqui um clube da lulizinhas, mas gostaríamos de assumir a Prefeitura também com as mulheres."
Luiza e Mara Cardeal organizaram um hapy hour na casa da pré-candidata. Sentadas em todos os cantos da sala, mulheres como a tucana assumida Célia Sampaio, uma das donas do Colégio Logos, dispuseram-se a trabalhar pela eleição da anfitriã. "Saímos animadas, mas trabalhar mesmo nem todo mundo vai, claro", disse Célia.
"Uma das idéias, agora, é formar grupos nos bairros, e levar a Marta para falar." Na platéia estavam também a socialite Eleonora Mendes Caldeira, a dramaturga Leilah Assunção
Dulce Perdigão, diretora de marketing da Gessy Lever, a educadora Maria Alice Setúbal, cuja família é proprietária do Banco Itaú, e a empresária Eliane Belfort Mattos, que faz parte da diretoria da Fiesp.


