Rabat, 24 (AE-AP) - Os marroquinos estão em luto pela morte do rei Hassan II, o homem que modernizou esta nação norte-africana e era admirado por líderes mundiais por construir a ponte entre os países árabes e o resto do mundo.
Hassan, o líder do mundo árabe havia mais tempo no poder, morreu sexta-feira (24) vítima de um ataque cardíaco. Ele tinha 70 anos. Seu filho de 35 anos, Mohamed VI, assumiu o trono.
Mohamed disse que o país e a região "perderam um grande líder e um dos maiores homens do mundo".
Milhares de pessoas se amontoaram em frente ao palácio real em Rabat para prestar suas homenagens. Muitos gritavam e choravam enquanto alguns tentavam furar o bloqueio policial para entrar no palácio. Outros foram socorridos por médicos devido a desmaios decorrentes do forte calor ou da intensa emoção.
"Hassan - Mártir da Nação", gritavam milhares de pessoas em frente ao palácio, muitas das quais viajaram milhares de quilômetros por conta da ocasião.
No meio da tarde, o novo rei deixou o palácio para misturar-se à multidão e foi saudado com uma aclamação geral: "Vida longa ao rei!"
Líderes mundiais deveriam comparecer aos funerais, previstos para amanhã, incluindo o presidente norte-americano Bill Clinton
acompanhado da esposa Hillary Rodham Clinton, o presidente egípcio Hosni Mubarak, o francês Jacques Chirac, o líder palestino Yasser Arafat, o presidente israelense Ezer Weizman e o primeiro-ministro de Israel, Ehud Barak.
O rei foi hospitalizado na manhã de sexta-feira em Rabat devido a uma infecção pulmonar aguda, segundo informou o palácio. O país está em luto por 40 dias. Outras nações árabes também decretaram períodos de luto.

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