Rio - O traficante Marcos Antônio da Silva Tavares, o Marquinho Niterói, de 38 anos, flagrado pela Polícia Federal comentando, pelo telefone, que o tráfico preparava uma ação para fechar o comércio do RJ, é um atacadista que movimenta uma tonelada de cocaína por mês. Ele mesmo conta isso em outra conversa, gravada com autorização judicial.
Condenado a 12 anos por tráfico e associação para o tráfico, responde a outros dois processos. Marquinho pertence a uma família de classe média de Niterói, no Grande Rio, e começou a atuar como fornecedor de drogas para Niterói, São Gonçalo e interior do Estado no início dos anos 90. Ele utilizava três empresas para lavar o dinheiro de sua quadrilha, quando foi preso numa fazenda do Espírito Santo, em novembro de 1999, pela PF. O local era utilizado como esconderijo também de outros traficantes.
Segundo os registros do Departamento do Sistema Penitenciário (Desipe), Marquinho Niterói ingressou no Presídio Ary Franco em novembro de 1994, condenado por tráfico. Ele saiu em condicional em fevereiro de 1999, mas foi preso em novembro daquele ano. Voltou ao Ary Franco, mas logo foi transferido para Bangu 1, depois que a polícia descobriu quem era.
Marquinho Niterói deixou o presídio de segurança máxima dias depois da rebelião de 11 de setembro, quando quatro traficantes foram mortos em Bangu 1. Depois de gravar a conversa em que anunciava o fechamento do comércio, a polícia apreendeu celulares e drogas na cela do traficante. Hoje, ele divide um cubículo com Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco, no Batalhão de Choque da PM.

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