Rio, 18 (AE) - A empresa Marítima, que teve teve dois contratos de fretamento de plataformas e prestação de serviços rescindidos ontem (17) pela Petrobrás, terá um prejuízo de US$ 50 milhões em equipamentos já contratados e pagos com fornecedores, de um total de US$ 180 milhões encomendados. A informação foi dada hoje pelo presidente da empresa, German Efromovich, que está tentando negociar com a Petrobrás o que ele qualificou de uma solução alternativa para evitar prejuízo de ambos os lados.
A empresa Falcon Drilling, que também teve contratos de fretamento de plataformas cancelados por atraso na entrega, não se manifestou a respeito. Segundo representantes da empresa no Brasil, qualquer informação terá de ser dada pela diretoria da holding, nos EUA.
Segundo Efromovitch, a empresa não deverá recorrer à Justiça para reverter a decisão da Petrobrás. "Não vamos mover uma ação contra o nosso principal cliente", argumentou. "Não queremos entrar em litígio com a Petrobrás."
A Marítima ainda mantém quatro contratos de construção de sondas para a operação em campos de petróleo da Petrobrás. O empresário reconhece que também esses projetos sofrerão atrasos na entrega, mas, segundo ele, a demora ficará entre três e seis meses, o que deverá acarretar uma multa contratual. A direção da Marítima não espera, no entanto, novas rescisões.

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