Sevilha, 20 (AE-AP) - Marion Jones pode entrar para a história do atletismo nesse Mundial de Sevilha como a supermulher do esporte. A partir de amanhã, a velocista, de 23 anos, buscará o feito inédito de deixar um mundial com quatro medalhas de ouro. A antiga jogadora de basquete da Carolina do Norte compete com excelentes possibilidades de vitória nos 100 e nos 200 metros e ainda vai tentar mais dois ouros, no salto em distância e no revezamento 4 x 100 m.
"Sempre saí vitoriosa quando enfrentei desafios importantes"
afirmou. "Vou ficar decepcionada se não voltar com quatro medalhas de ouro."
Jones não perde nos 100 m e nos 200 m desde 1997. Hoje, recebeu uma notícia que aumenta suas chances de ganhar quatro ouros. A alemã Haike Drechsler não poderá competir no salto em distância por causa de uma lesão na perna esquerda. A alemã havia vencido Jones, no mês passado, e era considerada sua principal rival na prova.
Se conseguir atingir o desafio das quatro medalhas, a norte-americana poderá fixar uma meta ainda mais ambiciosa para a Olimpíada de Sydney, no ano que vem, em que disputaria, além das três provas individuais, os revezamentos 4 x 100 e 4 x 200 m
tentando cinco medalhas de ouro.
Desafios fazem parte da carreira de Jones. Depois de abandonar o que prometia ser uma carreira vitoriosa no basquete - ganhou o título da NCCA, a liga universitária norte-americana, em 94 - ficou fora da Olimpíada de Atlanta, em 96, por causa de duas fraturas no pé.
Começou uma carreira fenomenal na primavera de 97, quando optou pelo atletismo. Naquele ano, ganhou 16 das 19 provas que disputou nos 100 m e as 5 nos 200 m. Em 98, Jones ganhou 36 das 37 provas que disputou, recebendo US$ 750 mil em prêmios. Este ano, a velocista já correu os 100 m em 10s80. Surge como a única mulher capaz de, um dia, chegar perto dos incríveis tempos e recordes mundiais em 88 pela falecida Florence Griffith-Joyner: 10s49, nos 100 m, e 21s34, nos 200 m.
"Os tempos de Flo-Jo são oficiais e eu a considero a melhor"
afirmou Marion. Depois de assistir pela tevê às vitórias de Flo-Jo nos 100, 200 e revezamento 4 x 100 m na Olimpíada de Seul
em 88, quando tinha 12 anos, Marion Jones escreveu em uma lousa
em sua casa: "Quero ser campeã olímpica".

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