Mário Soares não aceita sair na Unidos da Tijuca; precisa receber FHC em Portugal
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 16 (AE) - O ex-presidente de Portugal e atual integrante do Parlamento Europeu, Mário Soares, recebeu o convite da escola de samba do Grupo Especial Unidos da Tijuca para sair no sambódromo, abrindo o desfile da segunda-feira, mas não pôde aceitar. "Infelizmente desta vez não, mas no ano que vem, quem sabe?" disse ao telefone, de Estrasburgo, onde funciona a sede do Parlamento da União Européia. "Tenho que ficar em Portugal para preparar a visita de vosso presidente, Fernando Henrique Cardoso, que chega no dia seguinte ao carnaval
7 de março."
O convite não é tão ousado quanto pode parecer. A Unidos da Tijuca tem muitos portugueses em suas alas porque foi fundada por um deles, Fernando Horta, amigo de Soares. Seu enredo esse ano, criado por Chico Spinoza, é sobre os primeiros dias do descobrimento, entre a chegada de Cabral e a primeira missa. Soares sairia no último carro, falando de Portugal de hoje, ao lado do ex-jogador de futebol Eusébio, hoje técnico do Benfica, da cantora Dulce Pontes e, se possível do prêmio Nobel, José Saramago.
"Já passei o carnaval no Brasil em 1970, vi o desfile na Avenida Rio Branco e adorei a festa", contou Mário Soares. "Mas desta vez estarei em Portugal preparando a visita de Fernando Henrique, pois sou o presidente de honra da Comissão do Descobrimento e preciso estar lá para recebê-lo."


