As causas que provocaram o naufrágio do submarino S-21 Tonelero, no último dia 24, no cais do Arsenal do 1º Distrito Naval, na Praça Mauá, centro do Rio, só serão conhecidas em 40 dias, mas seu resultado deve ser confidencial. ‘‘Se acharmos que o resultado poderá, de alguma forma, prejudicar interesses militares do País, vamos optar pelo sigilo das informações’’, disse o diretor do Serviço de Relações Públicas da Marinha, capitão-de-mar-e-guerra Luiz Fernando Palmer.
Segundo ele, tudo vai depender das conclusões da perícia, iniciada ontem por uma comissão de inspeção formada por 10 técnicos. Os trabalhos de investigação só começaram depois da reflutuação do Tonelero, que voltou à superfície às 22 horas de anteontem. A embarcação ficou 10 dias a nove metros de profundidade.
No dia em que o submarino foi à pique, a avaliação preliminar da Marinha era de que houvera uma falha mecânica no sistema hidráulico de controle das válvulas, formado por tanques de lastro responsáveis pela flutuação e imersão da embarcação. Logo depois, porém, surgiram suspeitas também de que ocorrera falha humana.

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