Marcos Zanatta
De Maringá
Pioneiros do Maringá Velho, bairro onde começou a cidade, formaram uma associação para defender os interesses da região, que eles consideram ‘‘abandonada’’. A Associação do Bairro Pioneiro Maringá Velho, segundo o presidente Rosney Borges de Oliveira, vai preencher um ‘‘vazio’’ na defesa dos interesses do local.
‘‘Moro há 50 anos aqui e nunca os moradores se mobilizaram para cobrar nada’’, argumenta. Ele conta que depois de ver todos os bairros de Maringá organizados em associações, sentiu que estava na hora do Maringá Velho ter uma entidade para cobrar melhorias.
A primeira reunião, realizada há poucos meses, surpreendeu os organizadores pelo número de participantes. ‘‘O comércio daqui é muito forte, mas nunca existiu união para medir o interesse de todos’’.
Para os moradores e, principalmente os comerciantes, a Avenida Brasil, no trecho do Maringá Velho, ‘‘tem de tudo’’, mas acabou virando um corredor para quem entra e sai da cidade.
A reivindicação mais urgente, segundo Oliveira, é uma mudança na Avenida Brasil, em especial entre as praças 7 de setembro e 31 de março, mais conhecidas como Praça do Peladão e o Fim da Picada. O trecho, com grande concentração comercial, é separado por obstáculos no meio da pista. Os comerciantes querem que a prefeitura abra os cruzamentos da Brasil, pelo menos nos pontos de maior movimento.
A associação quer também um incentivo público para viabilizar a abertura de imóveis comerciais no bairro. ‘‘Muitos barracões abandonados são ponto de concentração de desocupados. Queremos mudar a situação’’, sugere Oliveira. Ele quer pedir também uma revitalização da Avenida Brasil. ‘‘Queremos canteiro central, melhoria na iluminação e reforma nas praças, que foram as primeiras de Maringᒒ.
A prefeitura informou que existe um projeto de revitalização da Avenida Brasil, que pode chegar ao Maringá Velho, e que mantêm um programa de incentivo à instalação de novas empresas na cidade.

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