Antonio Tadeu Rodrigues, presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Maringá e principal líder de uma campanha nos bastidores políticos do Estado que definiu a escolha da cidade para abrigar a segunda escola de formação de policiais militares no Estado - a primeira no interior, consegue explicar com mais clareza o que muita gente não entendia em dezembro de 2010. ''As vantagens são visíveis'', afirma Rodrigues, coronel aposentado e ex-comandante da Polícia Militar na cidade. ''Quando já não tínhamos mais energia para cobrar mais policiais, tivemos uma ideia que se mostrou muito bem sucedida'', diz Rodrigues.

Naquele mês, o ex-governador Orlando Pessuti (PMDB) anunciava a instalação da 2 Escola de Formação, Aperfeiçoamento e Especialização de Praças (Esfaep 2) na principal cidade do Noroeste do Estado, comprovando a força da mobilização da sociedade civil em função de uma das reivindicações mais antigas da cidade, o deficit no efetivo policial.

''Sabíamos que a instalação de uma escola atrairia um grande número de policiais para Maringá. Seja no número de praças, seja no número de oficiais. Tínhamos um grave problema e apostamos em uma ideia nova para conseguir a solução'', afirma Rodrigues. Em visita a Maringá, a FOLHA constatou o uso de praças e oficiais da escola em um ''arrastão'' da PM em praças e ruas do centro.


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