Quebrar o abismo existente entre a oferta de emprego e a falta de mão-de-obra qualificada está sendo o desafio atual de empresários e entidades ligadas ao trabalhador de Maringá. Sobram vagas nos setores de metalmecânica, telefonia e vestuário. Os dois primeiros são considerados uma ‘‘novidade’’ para o mercado de trabalho da cidade. Já o setor de vestuário enfrenta há quatro anos uma crise em busca de trabalhadores qualificados.
Segundo o chefe do escritório regional da Secretaria do Estado de Emprego e Relações do Trabalho (Sert), Neuton Correia Pinho, há alguns anos o setor metalmecânico não mostrava tanto vigor para empregar como nos últimos meses. A telefonia é também outra novidade por causa da própria expansão de mercado e da presença de novas empresas na cidade.
Para se ter uma idéia, a agência do Sempre em Maringá oferecia esta semana no setor de telefonia 12 vagas para cabistas e instaladores, 49 no de vestuário, e no metalmecânica 47 vagas para soldadores, torneiros mecânicos e desenhistas técnicos. Atualmente, o Sempre consegue preencher apenas 50% das vagas abertas em Maringá.
O chefe da Sert diz que desde o ano passado há uma recuperação do emprego no mercado formal. ‘‘Podemos verificar isso em todo o País pela própria recuperação econômica, e em Maringá, ocorreu casos especiais como o setor metalmecânico que há algum tempo não mais contratava’’, lembra Pinho.
Ele explica que o saldo líquido entre o número de demissões e admissões do ano passado revelou a criação de três mil novos postos de trabalho em Maringá. A comparação da Sert foi feita entre os dados de 2000 e o ano de 1999. Conforme Pinho, também nos três primeiros meses deste ano existe uma maior oferta de vagas e também de colocação de trabalhadores quando comparado com o mesmo período do ano passado.
Diante do abismo entre o trabalhador e o emprego, o chefe da Sert diz que a secretaria mantém um plano estadual de qualificação. Neste projetos, são os conselhos municipais do trabalho que definem quais cursos devem ser criados para a qualificação de mão-de-obra, de acordo com a necessidade de cada município.
Pinho afirma que ainda no final deste mês estará pronto o calendário para a realização de cursos em parceria com Senai, Senat, Senac, Sebrae, Emater e Universidade Estadual de Maringá (UEM). Segundo ele, a parceria recebe ajuda financeira do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

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