A Ceasa de Maringá já não oferecia ontem cerca de 70% das 400 toneladas de produtos hortifrutigranjeiros que circulam diariamente nas 72 empresas instaladas no local. Segundo o presidente da Associação dos Usuários da Ceasa de Maringá, Edvaldo Menegassi, a previsão é de desabastecimento total a partir de hoje. ‘‘Estamos sofrendo as consequências por causa do governo que sabia do movimento e não atendeu nenhuma reivindicação dos caminhoneiros’’, lamentou Menegassi.
Um dos principais pontos do movimento na região de Maringá está na BR-376 entre Maringá e Mandaguaçu. Caminhoneiros disseram que hoje iriam bloquear o desvio da praça de cobrança de Presidente Castelo Branco para obrigar motoristas de caminhão que utilizam o local a pagar o pedágio. Coordenadores do movimento também disseram que iriam pedir a presença de fiscais da Receita Estadual naquele trecho da BR-376. Eles denunciaram que muitos caminhões carregados de tijolos e areia que passam no local e furam o bloqueio do movimento transportam as mercadorias sem notas fiscais.
A maior revolta ontem dos caminhoneiros era a presença de patrulheiros na estrada impedindo a realização do bloqueio. Segundo os manifestantes, quando o movimento conseguiu parar mais de 50 caminhões a polícia enviou para o local viaturas do Tático Móvel da Polícia Militar além de equipes da Polícia Rodoviária. (Marta Medeiros, de Maringá)

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