Maringá - A prefeitura de Maringá já pediu e está aguardando uma decisão do governo federal para ampliação do número de famílias que devem ser beneficiadas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). Mantido pelo Ministério da Promoção e Ação Social, o programa prevê o repasse de R$ 40 para cada criança que deixa de trabalhar e volta a estudar. Em Maringá, 316 famílias recebem o benefício. Como várias famílias têm até três filhos inscritos, o programa contempla na cidade 493 crianças. De acordo com dados do IBGE entretanto, pelo menos 25 mil famílias de Maringá têm direito ao benefício.
De acordo com a secretária da Fundação de Desenvolvimento Social e Cidadania (Fundesc) de Maringá, Telma Maranho, a ampliação do programa ainda está sendo avaliada pelo governo federal, mas a expectativa é de que a cidade seja contemplada com mais recursos do Peti. A principal dificuldade do município para erradicar o trabalho infantil, conforme Telma, é que Maringá tem a demanda de outros municípios da microrregião. Crianças que moram em Sarandi e Paiçandu, principalmente, costumam trabalhar em Maringá na coleta de lixo reciclável e outras atividades menos rentáveis.
Conforme a secretária, diante do atraso no repasse dos recursos ano passado e início deste ano, e também pela necessidade de ajudar as famílias a terem condições de se manterem sem ajuda do governo, o município está investindo na capacitação profissional da população carente. ''Queremos que as famílias não permitam que os filhos voltem a trabalhar caso ocorra novos atrasos no repasse do benefício, mas para isso elas têm que ter uma alternativa melhor de renda mensal'', destaca Telma.
Segundo ela, o município está oferecendo curso para serviços domésticos, cabelereiro e horta. ''Vamos ampliar as opções de capacitação'', disse. O benefício referente aos meses de janeiro e fevereiro serão repassados às famílias inscritas no Peti, na próxima terça-feira e quarta-feira, respectivamente. Ela também explicou que a Caixa Econômica Estadual está verificando o que a Fundesc precisa fazer para que as famílias recebam o cartão personalizado que permite o resgate do benefício sem passar pelo município.

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