Maringá - A saúde pública de Maringá está dependendo de promessas dos governos federal e estadual na liberação de recursos para o aumento do teto do Sistema Único de Saúde (SUS) e do número de leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI). O anúncio do Ministério da Saúde criando 122 leitos de UTI no Estado sem ter oficializado Maringá deixou o secretário municipal de Saúde, Paulo Mathias, preocupado com a situação. ''Nem o Governo do Estado tem confirmado os novos leitos e no setor de saúde tudo depende de acordo entre os governos federal, estadual e municipal'', afirmou Mathias. ''Ainda não consegui confirmar se teremos os novos leitos, quando isso pode acontecer e qual será a fonte pagadora'', completou o secretário.
Pólo de uma região com 1,4 milhão de habitantes, o município padece com a falta de UTIs e já registrou uma série de mortes de pacientes em consequência do número reduzido de leitos. O caso originou ação do Ministério Público, mas nem uma ordem judicial para abertura da nova ala do Hospital Universitário, que dispõe de 10 leitos de UTIs desativados, não foi cumprida.
Para o prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) o anúncio de novos leitos não deve ser levado em consideração porque o município mantém uma negociação direta com o Ministério da Saúde. ''O que vale é a nossa frente de negociações para a equiparação do teto do SUS e recursos para a execução das obras do Hospital Municipal'', disse o prefeito. José Cláudio afirmou que a criação dos novos leitos no Paraná figura ainda como um anúncio e não algo já acertado, principalmente, com relação aos nomes dos municípios que serão contemplados.
Maringá enfrenta uma defasagem mensal entre o atendimento prestado e o valor repassado pelo SUS de cerca de R$ 300 mil. Além do acúmulo de dívidas em razão do baixo teto, o município dispõe de apenas 14 leitos de UTIs credenciados pelo sistema público. Há quase dois anos, a nova ala do HU com UTIs está construída, mas não foi aberta por falta de recursos na contratação de pessoal. O dinheiro para abertura de concurso público é um compromisso firmado pelo governador Roberto Requião (PMDB).

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