Colonizado pela Companhia Madeireira Rio Paraná (Maripá), Pato Bragado era, desde 1965, um bem-sucedido distrito de Marechal Cândido Rondon. Conquistou sua independência política em 1993. Os descendentes de alemães oriundos das regiões serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina chegaram na década de 50, trazendo sua força de trabalho para derrubar as matas da região.
Sem trabalho para todos na madeireira, parte das terras foram divididas entre os empregados. Assim, surgiu a base de uma economia diversificada, baseada em minifúndios (suinocultura, psicultura, milho, trigo, soja, mandioca), além de um pequeno, mas importante, parque industrial.
Duas unidades de indústria moveleira, uma confecção, uma pequena indústria de aparelhos eletrônicos e uma fecularia compõem a atividade industrial do município, que vem empregando boa parte do crescente contingente do êxodo rural.
Para continuar se desenvolvendo, o município aposta agora no turismo. Sem terminal turístico ou base náutica, a principal atração do Projeto Costa Oeste em Pato Bragado é a Marina Nacional Itaipu, um complexo que ocupa uma área de 22 mil metros quadrados à margem do Lago de Itaipu.
Ney de SouzaPato BragadoQuando estiver totalmente pronta, o que, segundo Alexandre Konieczniak, um dos sócios-proprietários, deve acontecer no verão do ano 2000, a marina contará com hangares com capacidade para 200 barcos, plataforma de pescas, barcos para aluguel, quiosques, restaurante, bar, playground, loja de equipamentos náuticos, oficina para embarcações e um hotel (com classificação quatro asteriscos).
A partir de dezembro, a marina, que fica no município de Pato Bragado mas é mais próxima da cidade de Entre Rios do Oeste (7 km contra 3), deve começar a operar parcialmente, sem o hotel e o restaurante.
Ainda na setor ecoturístico, o município luta há alguns anos pelo Parque Ecológico da Linha Oriental, na localidade do mesmo nome. A administração municipal aguarda verba do governo estadual e a aprovação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para aproveitar a área de proteção ambiental da Itaipu Binacional como ponto de visitação.
Inspirada em Marechal Cândido Rondon, a prefeitura promoveu, nos dias 9, 10 e 11 de outubro, no Parque de Exposições Bragadense, a segunda edição de sua Oktoberfest. Pelos números, a festa pode se transformar em tradição e ajudar o setor turístico da cidade: 15 mil visitantes, 10 mil litros de chope consumidos (contra 5 mil em 1997), mil cafés coloniais e desfile de 14 carros alegóricos.
Duas novidades fizeram Pato Bragado sonhar com possíveis conquistas do novo município. A primeira é a inspeção de uma equipe da Marinha e os rumores de que, em breve, a Receita Federal poderá liberar a movimentação comercial através da travessia fluvial do Porto Britânia até o Porto de Marangatú, no Paraguai. Para o chefe de Gabinete da prefeitura, Sérgio Luís Spies, embora o funcionamento do porto para balsas, embarcações pesqueiras e barcos de transporte de produtos agrícolas seja fundamental para desenvolver o município, a possibilidade da operação a curto prazo é pequena.
O novo edifício da prefeitura, que hoje funciona em uma repartição improvisada, voltou às conversas dos moradores depois que o projeto arquitetônico em estilo germânico foi apresentado. Segundo Pies, este é um sonho que até junho de 1999 deve tornar-se realidade.


Área:
81 Km2
Prefeito:
Verno
Scherer (PFL)
Emancipação:
13 de janeiro
de 1993
População:
3.611 habitantes
Localização:
155 Km ao
norte de Foz

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