Natal, 20 (AE) - O principal suspeito do assassinato da profssedora Joana DArc Jorge Vale, 40 anos é próprio marido de Joana, o auditor fiscal Abeani Vale de Medeiros. A professora foi assassinada, na terça-feira (19), com dois tiros na cabeça, quando chegava perto de sua residência, à rua das Mansões, no bairro Latino, em Natal.
Joana DArc, mãe de dois filhos com 12 e 17 anos, foi atingida quando retornava de um cartório, onde fora tratar de sua separação. Nervosa, a oficial de Justiça, Lenilza Brasil Fernandes, testemunha do crime, estava no Fiat Uno, placa MXJ-0665, conduzido pela professora.
Lenilza, que foi ferida de raspão, tinha ido a casa de Joana para entregar a Abeane a citação do pedido de separação de corpos, pela qual ele deveria deixar o imóvel onde o casal residia.
O carro da professora foi fechado por um Palio de cor roxa. Houve uma discussão rápida e em seguida os disparos. Alunos de um colégio vizinho à residência da vítima disseram que parecia uma colisão de veículos comum e destacaram a frieza do criminoso.
Atordoada, a oficial de Justiça disse não puder reconhecer o assassino, mas lembrou à polícia que Joana teria dito "foi ele".
Roberta Jorge, irmã de Joana DArc, disse que, anteriormente, a professora foi agredida várias vezes pelo marido e sabia que ele era uma pessoa violenta. Joana teria dito a irmã, na manhã do crime que temia pela sua vida quando o auditor fiscal soubesse do pedido de separação. A disputa pelos bens da família pode ser a causa principal do homicídio.
O corpo da professora foi sepultado hoje em Passa-e-Fica-RN, município vizinho à Paraíba e distante 139 quilômetros de Natal.

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