Marido de Maeli é indiciado por peculato e formação de quadrilha
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 28 (AE) - O marido da vereadora Maeli Vergniano (sem partido), Josué Magharelli, foi indiciado hoje por peculato e formação de quadrilha. Ele é a sexta pessoa a ser indiciada no inquérito policial que investiga supostas irregularidades na Administração Regional de Pirituba, que era controlada por Maeli.
O delegado Maurício Correali não forneceu maiores detalhes sobre o depoimento, que durou cerca de sete horas. Magharelli foi supervisor de serviços públicos na época em que sua esposa controlava a regional. Uma de suas atribuições era justamente cuidar do setor de limpeza e fiscalizar as planilhas de lixo.
No início de abril, a reportagem da Agência Estado flagrou os filhos de Maeli serem conduzidos em um carro da Vega Ambiental, empresa responsável pela limpeza na regional de Pirituba. A reportagem deflagrou uma série de investigações sobre a regional.
Além de denúncias de favorecimento, Maeli é suspeita de participação em esquemas de cobrança de propinas na regional. Na sexta-feira passada, o irmão da vereadora, Márcio Tristão Vergniano, foi indiciado pelo delegado Correali por peculato, prevaricação e formação de quadrilha.
Além de Tristão e Magharelli, foram indiciados a própria vereadora, o pastor Rubens Moura, o assessor Paulo Leite e a babá Marluce Mizevicius. Os depoimentos, segundo o delegado Correali, reforçam a convicção da polícia de que havia um forte esquema que comandava a regional de Pirituba.
Há a suspeita, por exemplo, de um esquema de cobrança de propinas de ambulantes. O depoimento de Moura, por exemplo, revelou que um vendedor ambulante de Pirituba que forneceu frutas para o aniversário de Maeli, em seu gabinete, na Câmara Municipal.
Maeli também corre o risco de perder seu mandato como parlamentar. As denúncias de favorecimento foram utilizadas pela extinta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais. Uma comissão processante está avaliando as denúncias contra a vereadora, que pode ser cassada.


