Los Angeles - María Teresa Quiej-Álvarez, uma das gêmeas guatemaltecas que nasceram unidas pela cabeça, passou por uma nova operação, dez dias após ter sido separada de sua irmã.
''Trata-se de um novo desafio para a criança'', declarou o médico Irwin Weiss, após uma operação de três horas a que María Teresa foi submetida depois da detecção de uma infecção bacteriana em sua membrana cerebral.
Enquanto o quadro de sua irmã María de Jesús evolui bem, desde que ambas foram separadas em uma operação que durou 22 horas, a recuperação de María Teresa se mostra bem mais lenta. O bebê, de um ano de idade, teve que sofrer uma segunda intervenção cirúrgica logo após a primeira, devido a um coágulo que pressionava o cérebro. A terceira operação foi considerada depois da a confirmação de uma infecção bacteriana e a sua possível relação com o sangue acumulado no cérebro da menina depois da segunda intervenção.
''Não se trata de uma nova hemorragia'', esclareceu Weiss, que preferiu se manter otimista em relação à evolução do quadro da criança. Aparentemente, o acúmulo de sangue após a segunda operação foi considerado normal. No entanto, diante do surgimento de uma infecção, a equipe decidiu drenar este sangue para ''prevenir consequências piores''.
O estado de María Teresa foi descrito como sério mas estável, segundo o hospital Mattel de Los Angeles, onde ambas estão sendo tratadas. ''Não é estranho submeter crianças a múltiplas operações em casos complexos'', esclareceu Weiss, acrescentando que os bebês também ''se recuperam melhor''.
María Teresa voltou a respirar com a ajuda de aparelhos, ''pelo menos por esta noite e talvez pelos próximos dias'', tempo necessário para poder avaliar melhor a sua evolução. Ambas tinham começado a respirar sozinhas numa prova de recuperação, mas María de Jesús sempre esteve à frente neste processo.
Weiss confirmou que María de Jesús está cada vez mais acordada, alimentando-se com mamadeira e comida de bebê e olhando ao seu redor. ''Não diria que se trata de um revés sério, mas de algo que era de se esperar'', declarou o médico.
A operação voltou a ser executada pelo médico Jorge Lazareff que, junto com sua equipe e a do hospital, doou seus serviços em favor da recuperação das meninas.
Estimada em 1,5 milhão de dólares, a operação também foi custeada pela organização beneficente ''Healing the Children'' (Curando as crianças).

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