Maria Helena presta depoimento no Dird
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segunda-feira, 09 de agosto de 1999
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 10 (AE) - A vereadora Maria Helena (PL) prestou depoimento hoje no Departamento de Investigações e Registros Diversos (Dird). A vereadora foi convocada pela polícia para prestar esclarecimentos sobre as oito armas apreendidas em sua residência, na semana passada, e o episódio envolvendo ela, o vereador Salim Curiati (PPB) e o estelionatário Fabiano Sá de Lima. A vereadora chegou às 15 horas e até às 18h30 o depoimento ainda não havia sido encerrado.
O depoimento era para ter sido realizado ontem, mas foi adiado porque a parlamentar alegou que estava passando mal. Hoje
ela também chegou acompanhada por uma comitiva composta por advogados e assessores. Na entrada, Maria Helena não quis conversar com a imprensa. Os delegados que investigam a máfia dos fiscais esperam esclarecer a história que envolve os dois parlamentares e o estelionatário. Dois depoimentos, o das ex-funcionárias da Câmara Municipal, são considerados os mais importantes para a polícia.
A polícia quer saber quais os motivos que levaram Lima a tentar extorquir Curiati em R$ 250,00. A principal versão é que havia um plano das ex-funcionárias, Maria Aparecida Nunes e Alessandra Cruz Garcia, para matar os dois vereadores. Na polícia, Maria Helena e Curiati já disseram que foram procurados por Lima, que contou todo o suposto plano de Alessandra e Maria Aparecida. As duas negam o suposto atentado, mas seus depoimentos são considerados importantes para os delegados.
Os depoimentos motivaram a apreensão realizada na casa de Maria Helena, na semana passada, onde foram apreendidas as armas e farto material que pode esclarecer suposto envolvimento da vereadora em esquemas de propinas na região da Freguesia do à. A vereadora foi presa em flagrante e libertada após pagar fiança. Ex-funcionárias - Maria Aparecida, que trabalhava com Curiati, disse que o vereador retinha parte dos salários dos funcionários de seu gabinete, na Câmara Municipal. Alessandra, que trabalhou com Maria Helena, disse que a parlamentar fez várias indicações para órgãos públicos municipais. As duas, por exemplo, foram nomeadas para o Serviço Funerário Municipal.
O delegado Romeu Tuma Júnior, que conduz o inquérito, e os promotores do Grupo de Atuação e Repressão ao Crime Organizado (Gaecco), não conversaram com a imprensa até o fim da tarde.


