Maria Helena participa de sessão da Câmara; vereadora deve depor na 2ª9/Mar, 19:15Por Marcus LopesSão Paulo, 09 (AE) - A vereadora Maria Helena (PL) compareceu hoje à sessão da Câmara Municipal. Foi a primeira vez que a parlamentar apareceu em plenário desde que foi presa, em dezembro do ano passado. Durante toda a sessão, ela alternou seu tempo entre a leitura de vários papéis e conversas no telefone, mas não participou das discussões da pauta do dia. Alheia às discussões dos colegas sobre a derrubada de inúmeros vetos do prefeito e votações de novos projetos de lei, Maria Helena pouco olhou para os parlamentares e não quis conversar com a imprensa. Durante várias vezes, ela saiu do plenário e foi para a sala reservada dos vereadores, atrás do plenário, onde permanecia durante alguns minutos. O filho de Maria Helena, Paulo Neme, assistiu a sessão nas galerias do plenário. Segundo ele, sua mãe chegou à Câmara por volta do meio-dia, cumprimentou os funcionários e despachou normalmente. Ela também deve comparecer a todas as sessões, a partir de agora. Nos bastidores, os vereadores não escondiam o desconforto da presença da colega, que está sendo processada por quebra do decoro parlamentar. Mesmo assim, alguns parlamentares a cumprimentaram e, oficialmente, ninguém criticou sua volta às atividades parlamentares. "Ela está no seu exercício de vereadora", disse José Mentor (PT), membro da comissão processante que analisa as denúncias contra Maria Helena. Entre elas, a denúncia de que ficaria com parte dos salários dos funcionários de seu gabinete, na Câmara Municipal. Segundo Mentor, não havia condições da comissão realizar hoje o depoimento de Maria Helena, que deve ser ouvida na próxima segunda-feira. "Se estivéssemos em uma reunião da comissão, aí sim teríamos de ouvi-la", disse Mentor. "Ela ainda é uma vereadora e deve ser respeitada por todos nós", disse Wadih Mutran (PPB). "O caso está sendo analisado pela Justiça", completou o pepebista. "A Justiça a liberou e agora ela está voltando às suas atividades normais", disse Roberto Trípoli (PSDB).

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