Maria Helena é presa por posse ilegal de armas
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quarta-feira, 04 de agosto de 1999
Por Andréa Portella e Marcus Lopes 
São Paulo, 04 (AE) - A vereadora Maria Helena (PL) foi presa e autuada em flagrante ontem, às 22h45, por posse ilegal de armas. A prisão ocorreu depois de policiais e promotores dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão em sua casa, no Horto Florestal, na zona norte. De acordo com fontes que acompanharam a ação policial, foram levados nos carros da polícia oito armas, duas caixas de jóias, fotos, documentos, vales-refeição da Câmara Municipal, um computador, um cofre e um arquivo.
Nas quase cinco horas em que ficaram dentro da casa da vereadora, os policiais retiraram três carros carregados de material apreendido. Por volta das 22h40, o delegado Romeu Tuma Júnior e os promotores José Carlos Blat e Roberto Porto deixaram o local, sem conceder entrevistas à imprensa.
Escolta - Pouco depois, a vereadora saiu da casa em um Kadett branco, escoltada por dois veículos do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). O carro onde ela estava foi conduzido por um policial. Maria Helena sentou-se no banco de trás do automóvel, entre seus dois advogados, com um casaco cinza sobre a cabeça. Ela não estava algemada.
A vereadora foi levada ao Departamento de Investigações e Registros Diversos (Dird), onde deveria permanecer durante a madrugada. Quatro funcionários de Maria Helena também foram conduzidos pela polícia como testemunhas.
Anteontem, a polícia havia prendido em flagrante o estelionatário Fabiano Leite Sá Lima, acusado de tentar extorquir dinheiro do vereador Salim Curiati Junior. À polícia, Lima declarou ter sido contratado por Maria Helena para armar um plano de desmoralização do vereador, dissidente da bancada de situação.
O estelionatário disse também que a conheceu no hotel Love Story e teve uma relação com a vereadora. Maria Helena admitiu ter conhecido Lima e lhe dado um cheque de R$ 500,00, mas alegou ser também vítima de chantagem. Ontem, ela fez novas acusações.


