Maria Helena diz que não se incomoda de passar festas na prisão
São Paulo, 21 (AE) - A vereadora Maria Helena (PL) afirmou hoje que não se incomoda de passar as festas de fim de ano na carceragem do 89.º Distrito Policial, caso não consiga um habeas-corpus na Justiça. A prisão temporária da parlamentar, decretada hoje, é válida por cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. "Eu quero passar o Natal presa", disse. Ela alegou que, detida, estará mais segura contra possíveis retaliações. "Eu fui ameaçada várias vezes, uma delas por pessoas que estavam dentro de um carro sem placas."
A advogado da vereadora, Nadir Tarabori, foi ao 89.º DP visitá-la às 21h30. Ele informou que tentaria entrar hoje com pedido de habeas-corpus em favor da cliente hoje, no Tribunal de Justiça (TJ) do Estado.
Tarabori qualificou de "um absurdo" a prisão e disse que há elementos para revertê-la. Para isso, ele teria de ir à casa do desembargador Djalma Lofrano, encrregado do plantão no TJ, e convencê-lo a conceder a medida. No caso de Viscome, ela firmou que ter sido procurada por polícia da Corregedoria da Polícia Civil para que tentasse convencer o vereador, que estava foragido, a se entregar à policia.
Tarabori qualificou de "um absurdo" a prisão e disse que há elementos para revertê-la. O promotor Roberto Porto de Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaecco) afirmou que teve de mudar de hábitos por precaução contra eventuais represálias de Maria Helena. "Tive de pegar um carro blindado da minha ex-mulher, porque fiquei com medo", disse Porto.
Numa concorrida entrevista concedida quando chegou ao 89.º DP, Maria Helena disse ter sido procurada pelo vereador Salim Curiati Junior (PPB), a quem é acusada de haver tentado extorquir. Ela afirmou que Curiati a procurou há cerca de 15 dias, em seu gabinete na Câmara Municipal, para conversar sobre o episódio, ocorrido em agosto.
"O vereador disse que tinha sido usado por uma quadrilha e tinha conhecimento do estrago que causou na minha vida", garantiu Maria Helena. Procurado pela reportagem em seu telefone celular, Curiati não foi localizado para confirmar as informações da colega de Câmara. O caso ao qual Maria Helena se referiu é um dos mais nebulosos da investigação da máfia dos fiscais.





