Maria Helena apresenta sua defesa e contesta provas colhidas pelo MPE e Polícia Civil
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terça-feira, 15 de fevereiro de 2000
Por Marcus Lopes 
São Paulo, 16 (AE) - A vereadora Maria Helena (PL) entregou hoje sua defesa prévia à comissão processante que a investiga na Câmara Municipal. Os advogados da parlamentar entregaram a defesa às 18 horas, uma hora antes do prazo final. Sexta-feira, os membros da comissão irão reunir-se para uma análise preliminar do documento. Em nove páginas, os advogados contestam as provas colhidas pelos membros da força-tarefa do Ministério Público Estadual (MPE) e Polícia Civil.
Na defesa, salientam que as autoridades da força-tarefa respondem a ações propostas por Maria Helena no início das investigações. No dia em que houve a apreensão de vários documentos e armas em sua casa, no ano passado, a vereadora acusou delegados e promotores de terem tentado suborná-la para que não fosse autuada em flagrante por porte ilegal de armas. Dias depois, isentou os promotores e acusou apenas o delegado Romeu Tuma Júnior, presidente do inquérito policial, de ter tentado extorquí-la em R$ 200 mil. Tuma e os promotores negam o suborno.
"Como, então, se admitir (sic) que essas mesmas autoridades, pudessem em suas atribuições agir de forma impessoal?", diz o documento. Também foi contestada a autenticidade de documentos apreendidos na casa da vereadora. Uma das acusações é que ela retinha parte dos salários de funcionários de seu gabinete, na Câmara Municipal. Em sua casa, foram apreendidos papéis que comprovariam o pagamento. A defesa também contesta as pessoas ouvidas no decorrer do inquérito, como o estelionatário Fabiano Leite de Sá Lima, acusado de participação em uma armação, junto com a vereadora, contra o vereador Salim Curiati Júnior (PPB).
Entre as dez testemunhas arroladas pela vereadora, apenas duas são conhecidas: o delegado Emerenciano Dini, da Corregedoria da Polícia Civil, e o ex-administrador regional da Freguesia do à Almir Pinto. Ela também solicitou o testemunho de um padre, identificado apenas como Padre Tomazo. Na próxima semana, a comissão processante irá reunir-se para decidir se acata ou não a defesa de Maria Helena, presa desde dezembro do ano passado. Se a defesa não for acolhida, o processo continuará e pode definir o futuro da vereadora, na Câmara Municipal.
Os advogados de Maria Helena não foram localizados pela reportagem. Em seu gabinete, os funcionários não forneceram nenhuma informação.


