São Paulo, 23 (AE) - Carlos Frederico Marés de Souza Filho assumiu a presidência Funai em novembro de 1999, substituindo Márcio Lacerda, que deixou a entidade oito meses depois de ter sido nomeado pelo ex-ministro da Justiça Renan Calheiros. Lacerda pôs o cargo à disposição para que o novo ministro, José Carlos Dias, tivesse liberdade para formar sua equipe.
Considerado um dos colaboradores mais próximos de Dias, Marés ganhou projeção nacional em fevereiro, durante a polêmica demissão, por fax, do sertanista Orlando Villas Boas como assessor da Funai, por acumular o cargo público, pelo qual recebia R$ 1.300,00, e sua pensão. O caso alcançou repercussão internacional e o presidente Fernando Henrique Cardoso desculpou-se com Villas Boas.
Advogado, de 53 anos, professor da Universidade Católica do Paraná, Marés foi filiado ao Partido Comunista na juventude, preso durante o regime militar e exilado entre 1970 e 1979, quando voltou graças à Lei da Anistia. Foi procurador-geral do Paraná no início da década de 80, durante o governo Roberto Requião (PMDB) e secretário da Cultura de Curitiba entre 1983 e 1988.

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