Marcos Panissa é preso nos Estados Unidos
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sexta-feira, 09 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Dezoito anos e dois meses após o assassinato de Fernanda Estruzani, 21 anos, encontrada morta a facadas dentro do próprio apartamento no centro de Londrina, o autor do crime Marcos Panissa foi preso nos Estados Unidos dias atrás pela Interpol (Polícia Internacional). O fato foi comunicado anteontem, por telefone, para a promotora Susana Feitosa de Lacerda. Ele era considerado foragido da Justiça desde maio de 1995, quando o mandado de prisão foi expedido pela 1 Vara Criminal, após o réu não ter comparecido ao terceiro julgamento pelo Tribunal do Juri.
A informação da detenção, divulgada inicialmente pela Rádio Paiquerê AM, foi confirmada à reportagem pela assessoria da 1 Vara Criminal de Londrina, uma vez que a promotora não foi encontrada para falar sobre o assunto. O advogado de Panissa, Antônio Carlos de Andrade Vianna, estaria em Curitiba e também não foi localizado. A FOLHA apurou, entretanto, que a defesa não havia recebido nenhuma informação oficial sobre a prisão. O pai do réu garantiu que o filho não teria sido preso. ''Isso é notícia fria. Ele está em Paris'', comentou.
Na última reportagem publicada pela FOLHA sobre o crime, em agosto de 2005, Vianna declarou que seu cliente estaria interessado em fazer um acordo com a Promotoria: ele se entregaria desde que a prisão preventiva fosse relaxada. A promotora, no entanto, afirmou que o advogado não havia feito a proposta à ela.
Fernanda foi morta na noite de 6 de agosto de 1989, dentro do apartamento dela na Avenida São Paulo, Centro de Londrina. Segundo o Instituto Médico Legal (IML), ela foi golpeada com 72 facadas, mas a arma do crime nunca foi encontrada. Panissa foi formalmente acusado de ser o assassino. Em outubro de 1991, ele foi julgado e condenado a uma pena de prisão de 20 anos e seis meses, mas recorreu em liberdade. Em março de 1992, o empresário foi julgado pela segunda vez e condenado a nove anos de prisão. Acusação e defesa recorreram.
Em maio de 1995 deveria ser realizado o terceiro julgamento, mas o réu não se apresentou. A Justiça decretou sua prisão e Panissa era considerado foragido desde então.


