O modelo gaúcho Márcio Fonseca Scherer, de 27 anos, suspeito do assassinato do empresário paraense João Alberto de Azevedo Sabóia, de 56 anos, em Nova York, chegou ontem ao Rio e não quis prestar depoimento. Na 13ª Delegacia Policial (em Copacabana), Scherer afirmou que só falaria em juízo.
O modelo disse ter sido surpreendido pela prisão. ‘‘Não esperava o pedido de prisão temporária’’, afirmou ao desembarcar no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio. Scherer foi preso ontem, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.
O delegado Ivo Raposo, que acompanhou o preso desde o Rio Grande do Sul, o encaminhou ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito. ‘‘Quero que fique registrado que Scherer foi preso em perfeitas condições físicas’’, disse Raposo. Após o exame, o modelo foi transferido para a carceragem da 14ª Delegacia Policial, no Leblon.
O modelo gaúcho desembarcou no Aeroporto Santos Dumont às 15h20, algemado e acompanhado pelo delegado. Durante o vôo, Scherer não fez comentários e se mostrou tranquilo, informou Raposo.
Um dos advogados de Scherer, Marcelo Bazotti, que viajou para o Rio, vai entrar hoje com com pedido de habeas-corpus na 20ª Vara Criminal do Rio, onde o juiz Orlando Secco decretou a prisão temporária do modelo por 30 dias. Esta é a segunda vez que Scherer tem prisão decretada. Em 19 de março, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul decretou a prisão, relaxada pelo Tribunal Regional Federal porque o inquérito não havia sido concluído.
O juiz Secco trabalha com a hipótese de latrocínio - roubo seguido de morte. A pena para o crime é de 20 anos a 30 anos de prisão. O empresário João Sabóia foi encontrado morto, em 13 de março, numa das suítes do hotel Waldorf Astoria, um dos mais luxuosos de Nova York. Scherer disse que havia viajado com o empresário mas negou a autoria do crime. Scherer foi filmado pela câmara interna do hotel saindo da suíte do empresário com uma bolsa antes de o corpo ser encontrado. Scherer se casaria hoje com a comerciária Cristina de Oliveira, de 28 anos, no cartório civil de São Leopoldo, mas a cerimônia foi adiada.
Revólver Estudante da 6ª série de uma escola pública em Belo Horizonte, J.R.S., 15 anos, foi detido na manhã de ontem pela Polícia Militar por estar portando na sua mochila um revólver calibre 38 trocado por uma bicicleta com um outro estudante da mesma escola.
A arma em poder de J. foi descoberta porque o vice-diretor da escola estadual Santo Afonso, Jorge Figueiredo, recebeu denúncia anônima na noite de anteontem, por telefone, avisando que o estudante iria armado pela manhã à aula. J. disse que se armou para se defender de uma gangue de fora da escola.

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