Porto Alegre - Impedidos pela Justiça de marchar entre os quilômetros 390 e 409 da BR-290, em Santa Margarida do Sul (RS), tanto o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) quanto os ruralistas da região de São Gabriel aproveitaram a terça-feira para promover manifestações nos locais onde seus grupos pararam na noite de segunda-feira. Os dois lados demonstraram que seguem mobilizados e que estão preparados para retomar as provocações a qualquer momento. Um novo momento de tensão já está programado para sábado, quando a Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio Grande do Sul promete levar sindicalistas de todo o Estado para um ato público de apoio aos sem-terra no centro de São Gabriel.
O prefeito Rossano Dotto Gonçalves (PDT), vai tentar barrar a iniciativa da CUT na Justiça. Contra o MST, ele conseguiu um interdito proibitório, que impediria o movimento de ocupar espaços públicos, e, na segunda-feira, o ''congelamento'' da marcha antes que ela chegasse à cidade.
Os ruralistas também continuaram mobilizados no Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Caiboaté, onde pretendem ficar concentrados até que a marcha dos adversários se desfaça. O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento da desapropriação das terras do agropecuarista Alfredo Southall na pauta do dia 21. Decreto presidencial disponibiliza 13,2 mil hectares de cinco fazendas de Southall para reforma agrária.

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