São Paulo - Cerca de 3.500 pessoas, segundo cálculos da Polícia Militar, participam da marcha do Grito dos Excluídos promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), neste 7 de setembro, em São Paulo. A manifestação começou com uma missa na Catedral da Sé, celebrada por D. Pedro Luiz Stringhini, bispo auxiliar de São Paulo, e presidente da Comissão Pastoral do Serviço, da Caridade da Justiça e da Paz da CNBB.
Aproximadamente 700 pessoas participaram da missa. A celebração foi encerrada com uma apresentação musical que reuniu 20 crianças de uma aldeia indígena do Jaraguá, em São Paulo. As crianças cantaram músicas em defesa da terra.
Após a missa, D. Pedro Luiz disse que o tema deste ano, contra a privatização da Vale do Rio Doce, tem o sentido simbólico, porque ''é muito difícil reverter a privatização''. No entanto, dezenas de faixas e cartazes pedem a reestatização da empresa. O argumento é que a Vale foi vendida por um preço irrisório, na época de R$ 3 bilhões, sem consulta ao povo.
''Nem papas, nem juízes, as mulheres decidem'', dizia um cartaz da Marcha Mundial das Mulheres, exigindo a liberação do aborto. ''Não é a posição da Igreja, mas não há como evitar esse tipo de manifestação'', disse a freira Beatriz Maestri, representante do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

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