Curitiba - A Marcha da Maconha, que teve que se tornar um movimento pela Liberdade de Expressão por força judicial, contou com a participação de cerca de 200 pessoas ontem, em Curitiba. Os manifestantes se reuniram na Praça Santos Andrade e caminharam em direção à Boca Maldita. A marcha terminou no Museu Oscar Niemeyer.
Os organizadores tiveram que mudar o foco da mobilização já que a discussão sobre a legalização da droga foi proibida pela Justiça. Em São Paulo, a manifestação também foi proibida judicialmente, mas os adeptos da causa saíram às ruas na tarde de sábado e foram reprimidos pela polícia que usou bombas de gás lacrimogênio para dispersar os manifestantes.
Depois que o juiz Pedro Luís Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba, atendeu a medida cautelar proposta pelo deputado federal Fernando Francischini (PSDB), a organização do evento acionou a Justiça para derrubar a liminar e viabilizar a marcha.
O publicitário e organizador do movimento, Shardie Casagrande, disse que a maconha deveria ser legalizada no Brasil para uso a partir dos 21 anos, controlada pelo governo e inclusive com a taxação de impostos. Ele acredita que isso também ajudaria a combater o tráfico. ''O que nós queríamos era um espaço para conversar sobre o assunto'', disse. Durante o movimento foram exibidas faixas com mensagens como ''Não à censura, a Marcha não é apologia''.
Este é o terceiro ano consecutivo que a Marcha é proibida em Curitiba. Ele acredita que 2011 será o último ano de censura porque o movimento nacional entrou com medida judicial no Superior Tribunal de Justiça (STJ) há quatro meses para liberar a manifestação. ''O juiz de Curitiba presumiu que o movimento seria apológico à maconha e proibiu'', disse. Além de Curitiba, a manifestação foi proibida em Belo Horizonte e São Paulo. A expectativa dele é que a Marcha ainda aconteça na Capital paranaense no próximo dia 29 após uma decisão judicial.

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