Marcha faz manifestação em posto de pedágio no Sudoeste
Marcha faz manifestação em
posto de pedágio no Sudoeste
Ney de SouzaCom bandeiras, participantes saíram ontem de manhã do centro de Foz do Iguaçu
Lúcio Flávio Moura
Enviado a Santa Terezinha de Itaipu
Especial para a Folha
Um grupo de 150 pessoas, entre sem-terra, servidores estaduais e sindicalistas, ocuparam na tarde de ontem por meia hora o posto de pedágio da BR-277 em Santa Terezinha de Itaipu (25 quilômetros a nordeste de Foz do Iguaçu).
O bloqueio ocorreu das 15h30 às 16 horas. Os manifestantes abriram as cancelas e passaram a pedir contribuições voluntárias aos motoristas que passavam pela rodovia.
O objetivo do protesto foi levantar fundos para custear a edição regional da Marcha Popular pelo Brasil, organizado pelo Fórum Nacional dos Direitos Sociais e que protesta simultaneamente e em vários pontos do País contra o desemprego e a política econômica do governo federal.
No Oeste paranaense, cerca de 150 participantes percorrerão a pé um trecho de 140 quilômetros da BR-277, entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Além das duas cidades-pólo, a marcha passará por mais seis municípios da região.
Os manifestantes partiram na manhã de ontem do centro de Foz do Iguaçu, área que foi palco de uma passeata do movimento na segunda-feira.
Andando em duas longas fileiras, portando bandeiras do Brasil, do Partido dos Trabalhadores e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o grupo era acompanhado por um carro de som e uma ambulância.
Em Santa Terezinha de Itaipu, a marcha foi interrompida para o descanso e o almoço. Temos que mostrar ao presidente que não é porque somos pobres que a gente tem que passar por um sufoco como este calados, disse Maria Pizzato Bianchini, da coordenação da marcha.
Na cidade, os manifestantes distribuíram panfletos aos moradores, enquanto eram gritadas palavras de ordem. Nosso objetivo não é tumultuar a vida das comunidades. Queremos convocar a população para discutir e refletir sobre a realidade perversa que o Brasil está vivendo, explicou Paulo Amaral, um professor de Foz do Iguaçu, que abandonou sua licença-prêmio para engrossar o movimento.
Ontem, o grupo, composto em sua grande maioria por membros do MST, iria pernoitar na Fazenda Mitacoré, que abriga um acampamento de sem-terra. Hoje, eles deverão chegar a São Miguel do Iguaçu.
Em cada cidade, o grupo quer se reunir com autoridades e lideranças comunitárias para convencê-las de que os projetos regionais de desenvolvimento dependem da atitude e ação do governo federal contra a subordinação da economia brasileira ao capital internacional.





