CUT fala em 100 mil pessoas presentes a manifestação liderada por sem-terra. PM diz que foram 30 mil
No dia 8 de abril do ano passado, um grupo de 1.500 sem-terra que se encontrava acampado na Fazenda Macaxeira, em Curionópolis, saiu em caminhada até a capital do Pará, Belém. O objetivo do grupo era pressionar o Estado a realizar na região desapropriações de terra. Sete dias depois, em uma pausa da caminhada, os sem-terra montaram um acampamento a uma distância de 5 quilômetros da cidade de Eldorado de Carajás, junto a um trevo da principal rodovia do Estado. Nesse ponto, reivindicaram ao governo transporte para chegar até Belém. Como demoraram para ser atendidos, resolveram montar um bloqueio na rodovia, a fim de pressionar as autoridades.
Nas negociações, os sem-terra chegaram a
ceder e retiraram o acampamento da estrada, aguardando uma resposta do governo. Mas no dia seguinte, 17 de abril, foram informados de que o seu pedido não seria atendido. Para pressionar os trabalhadores a deixarem o local, a Polícia Militar compareceu com um batalhão com cerca de 250 homens, armados com fuzis, escopetas e metralhadoras.Sob bombas de efeito moral, os sem-terra resolveram reagir atirando pedras. A polícia, então, partiu para a ofensiva, atirando para matar. Como resultado do episódio, que ficou conhecido como o massacre de Carajás, 19 pessoas morreram e outras 51 ficaram feridas.
Um ano depois, cerca de 30 mil pessoas, segundo a Polícia Militar e, 100 mil, de acordo com avaliação da Central Única dos Trabalhadores (CUT) páram Brasília, cobram a punição dos responsáveis pelo massacre e exigem a reforma agrária.

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