Marcelo Yuka é assaltado na Tijuca
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segunda-feira, 02 de março de 2009
Folhapress 
Rio - O músico Marcelo Nascimento Santana, o Marcelo Yuka, 43 anos, ex-baterista do grupo O Rappa, foi vítima de um assalto no último sábado na Tijuca (zona norte do Rio), a menos de 500 metros do local onde, em novembro de 2000, foi baleado e ficou paralítico durante uma tentativa de roubo. Desta vez ele foi agredido, ficou com as pernas presas ao carro e temeu ser arrastado, mas os ladrões não conseguiram ligar o veículo e só roubaram um
celular.
Yuka voltava de uma festa e estacionou seu jipe Cherokee 1998 na esquina das ruas Uruguai e Conde de Bonfim, às 6h. Quando seu enfermeiro desceu para ir a uma padaria e a uma agência do Itaú, o músico foi abordado por dois ladrões com uma pistola. Sem reconhecer Yuka, eles ordenaram que a vítima saísse do carro.
Quando o músico contou que é paralítico, os bandidos passaram a agredi-lo com socos na cabeça e na barriga e a tentar tirá-lo do jipe. Mostrei o adesivo no carro dizendo que eu era deficiente, mas eles não acreditaram e disseram para eu andar logo. Depois um deles me derrubou. Primeiro meu corpo ficou para fora, mas minhas pernas continuaram dentro do carro. Então temi que eles saíssem com o jipe e me arrastassem, como fizeram com o João Hélio (garoto de seis anos morto ao ser arrastado por bandidos ao longo de 7 km, em fevereiro de 2007), disse o músico. Mas então eles empurraram minhas pernas, que foram parar embaixo do carro. Nessa hora achei que eles passariam por cima delas. A sorte é que não conseguiram ligar o carro.
Esse foi o terceiro episódio de violência vivido por Yuka desde 2000. Em novembro daquele ano o músico levou nove tiros ao tentar evitar um assalto na esquina das ruas Andrade Neves e José Higino. Desde então ele não movimenta as pernas.
Em 2005, o músico quase foi assaltado durante um arrastão na rua Andrade Neves. Os motoristas saíram correndo, mas eu não podia me mexer. Então um ladrão abriu a porta do meu carro, mas foi chamado pelos comparsas e desistiu, diz.
Yuka não pretende se mudar. Aqui (na Tijuca) fica meu estúdio adaptado e, apesar de tudo, ainda tenho qualidade de vida. Sobre os bandidos, ele é enfático: Não quero vingança, só quero justiça.


