Em Londrina, o colégio estadual que obteve a melhor média no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2005 foi Marcelino Champagnat, que no ano passado já ganhou espaço na mídia nacional por ter ficado em 8º lugar no exame nacional do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (SEAB). ''Na época, das 10 melhores escolas nacionais, fomos a única estadual classificada. Continuamos no mesmo caminho, priorizando o acesso à leitura, o uso da informática e dos recursos multimídia, os projetos lúdicos e culturais e a interdisciplinaridade'', revela o diretor Claudecir Almeida da Silva.
Outra demonstração de que a escola está no caminho certo, segundo ele, são as aprovações no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Ex-alunos do Champagnat passaram em cursos concorridos, como Odontologia, Ciência da Computação e Agronomia, entre outros. O colégio é o terceiro maior de Londrina, com 1,8 mil alunos.
Entre os particulares, a melhor média foi obtida pelo Universitário, com o índice 66.58. Para o diretor do colégio, Alderi Luiz Ferraresi, este resultado é fruto do modelo pedagógico adotado. ''A escola tem a preocupação de desenvolver habilidades e competências em todas as etapas da aprendizagem e em todas as disciplinas, e é justamente isso que é avaliado no Enem. Trata-se de uma prova muito bem elaborada, com estrutura muito parecida com a dos grandes vestibulares realizados hoje no País'', argumenta o professor.
A escola pública com pior média em Londrina foi o Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), de ensino supletivo semi-presencial, e que funciona dentro da UEL. A média obtida foi de 35.65. Ontem a Folha tentou ouvir a direção sobre o resultado divugado pelo Inep, mas as duas linhas telefônicas estiveram congestionadas durante toda a tarde e, às 17h30, a informação foi que a diretora Marleide Terrucci já havia ido embora.

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