A disputa que provocou a representação, segundo Wilmar Marçal, é fruto da decisão da administração de restringir o empréstimo consignado com desconto na folha de pagamento. A medida atingiu a Apuel e Assuel, que eram responsáveis pela administração dos empréstimos. A explicação da reitoria é que os servidores estariam endividando-se por conta dos empréstimos e que os juros contratadas não seriam baixos por causa de taxas de contratação. Agora, os empréstimos só podem ser feitos junto à Caixa Econômica Federal.
O pró-reitor de Recursos Humanos, Fábio Cezar Martins, informou que perto de R$ 40 milhões teriam sido emprestados por associados da Apuel e da Assuel. ''Também optamos pela suspensão porque não havia nenhum documento formalizando esses contratos'', afirmou. O Conselho de Administração deve convidar os presidentes das entidade a prestar contas sobre o destino do dinheiro.
O presidente da Apuel, Nairon Santana, disse que mesmo sem contrato os empréstimos funcionam nesse formato há cerca de 19 anos. Já o presidente da Assuel, Itamar André Rodrigues do Nascimento, lamentou o fato de que os empréstimos só podem ser feitos num único banco. ''Como funciona assim há anos, acho desnecessário formalizar contrato'', opinou.
Nascimento rebateu a informação de que as denúncias contra a reitoria são retaliação por causa da suspensão dos empréstimos consignados. ''As denúncias são consistentes e a sindicância vai apurá-las. O reitor quer desmerecer as denúncias afirmando que tinha pouca gente na assembléia. Mas não existe um número mínimo de pessoas para entrar com uma ação contra um agente público'', argumentou.(F.R.F.)

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