Marcadores mostram evolução desfavorável
Uma outra pesquisa mostrou que pacientes com o marcador HLA (antígenos leucocitários humanos) na variação DRB são mais suscetíveis a apresentar a esclerose múltipla e ter uma evolução desfavorável. O resultado deve ser publicado ainda na edição de dezembro da revista inglesa/grega Molecular Medicine Reports. O estudo foi feito em parceria com quatro universidades - a Estadual de Londrina (UEL), a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP, a Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Estadual de Maringá (UEM).
Os dados apurados também mostram que naqueles com variação DRB111, que aparece em um ''número muito reduzido'' de pacientes com esclerose múltipla, tem evolução favorável da doença, ''o que significa quase uma evolução''. ''Isso diferencia o tratamento. É o paciente que terá uma qualidade de vida melhor e poderá utilizar medicamentos não tão agressivos'', ressalta o neurologista Damacio Ramón Kaimen Maciel, da UEL.
Saber o prognóstico, na opinião do médico, também ajuda o paciente a enfrentar melhor a doença. Hoje, se o paciente tem um primeiro evento que remete à esclerose múltipla, além de todos os exames que ajudam no diagnóstico, como a ressonância magnética e o de líquor, é possível pedir o desses marcadores genéticos. ''A grande dificuldade é saber distinguir quais (desses primeiros eventos) serão esclerose múltipla. Se os critérios diagnósticos não são contemplados é uma síndrome clinicamente isolada'', ressalta.
Se a suspeita foi definida, ''seguramente já começamos a medicação''. De forma precoce, os medicamentos reduzem ''em pelo menos 50%'' a evolução da doença e em 50% dos pacientes reduzem a incapacidade ao longo do tempo.
Outra pesquisa importante mostrou que não é possível estabelecer uma relação entre o vírus Epstein-Barr como agente causador da esclerose múltipla, como acredita a comunidade científica mundial. Nos brasileiros a relação não foi demonstrada, pois ''90% da população já tem esse anticorpo''. O estudo será publicado no Internacional Journal of Molecular Medicine. (C.P.)





